30 novembro 2023

♥♥♥ ᴾᵒᵈᵉ ᵗʳᵃᵛᵉˢᵗⁱ ⁿᵃ ˢᴾᶠᵂ ? ♥♥♥

(PS : Érika brilha mesmo, mas brilha mais vermelho ? Posso te pedir para ser o nosso sol vermelho no céu ?)
 
Eu tenho muita clareza que ninguém vai sentar para fazer isso que eu vou fazer. As pessoas fora do mundo trans sinceramente não vão nem saber o que fazer com Érika. Isso porque, sinceramente, ninguém sabe o que fazer com as pessoas trans. Dão espaço ou excluem ? Às vezes dão espaço para não terem que ceder num outro lugar.

Aparentemente tem gente que não quer que ela vá para a São Paulo Fashion Week e ela respondeu isso, que tem que disputar espaços, etc. Aí tem o conservadorzão reclama dela, que ela faz isso, faz aquilo; tem esses esquerdista liberal, que no Brasil sinceramente, você confunde fácil com reaça, chorando que ela deveria fazer outra coisa e vai ter o pessoal que vai aplaudir ela, por sei lá, quebrar barreiras indo num evento que serve só para vender roupas caras ? A gente sabe muito bem que o acesso para esse tipo de moda, ou até vou mais longe, que o acesso das pessoas à escolherem o que vão vestir é muito limitado. É caro se vestir.

E aí eu fico pensando, deveria eu ser aplaudida por quebrar barreiras também ? Já que eu tô na universidade ? Sabe qual é a minha resposta ? Não, eu não quero ser aplaudida, eu queria que outras pessoas trans chegassem onde eu cheguei e ainda sim, seria pouco - queria mesmo uma universidade popular. O meu crescimento individual pode ser inspirador, bonito, inovador - com certeza, podemos dizer isso sobre Érika - porém, ele não resolve o problema, ou é um caminho para lidar com os problemas da comunidade trans.

Ótimo, uma travesti preta chegou na SPFW, mas me perdoe, e daí ? Isso vai mudar a vida da fulaninha que apanha dos pais ? Que não consegue emprego ? Que precisa se prostituir para pagar comida ? Vai dar acesso aos homens trans à hormonização ? Vai aumentar o acesso da população trans à educação ? Vai diminuir o assassinato/suicídio da população trans ? Mano, e a nossa documentação que ainda é um processo traumatizante de fazer, quando a gente vai mudar isso ? Pode ser que ela chegar lá traga uma esperança, especialmente para as meninas trans negras que se sentem feias, mas esperança não enche barriga.

E assim, existem tantas coisas, eu mesmo preciso tentar ver no ambiente que eu vou fazer minha hormonização, se eu vou precisar fazer ela do zero pela milésima vez, porque o SUS ainda me trata como doida e porque o sistema não é tão unificado, apesar do nome. Isso porque eu nem falei de quem nem tem acesso à esse tratamento que eu consegui pelo SUS.

Aí srta. Érica me fala que isso é disputar corações e mentes fora do espaço da política. Mas é na SPFW…Sabe qual é a crítica burra que a gente vai ver ? Que ela não deveria ir, que ela sei lá, [insira uma demanda que as pessoas cis acham que é boa para as pessoas trans]. Mas isso não ataca o problema, vão dizer que é identitário, vão inventar umas 400 mentiras, vão lembrar daquela coisa da maioria das pessoas trans serem putas (como se fosse um problema moral). E nada disso, vai criticar o que precisa ser criticado.

Aí você vai ver muita gente aplaudindo Érika por conseguir chegar lá. Isso é importante e tal, para ela, mas o que me pega é o que isso realmente tem de impacto na política nacional.

É um tipo de política muito liberal para meu gosto. PSOL mesmo, é um partido de muito show, de muito ato explosão, mas não tem uma consistência, uma permanência. Vendo pelas pessoas que aplaudem ela nos comentários, eu fico perguntando, para quem ela fazendo política e por que ela tá fazendo tanta questão de ir lá na SPFW ?

Dá impressão que o PSOL, isso eu falo do partido todo sem exceção (tô de olho em vocês da Câmara também, hein !), muitas vezes se preocupa mais em provocar uma sensibilidade liberal, do que ter uma política que de fato, desafie o status quo. Isto é, uma política de permanência, que de fato, crie poder popular.

Só para deixar claro, eu não sou contra ela ir lá, ela que vá, temos que parar com essa política da miséria. Deixa lá gozar, deixa ela realizar um sonho. Aí vem meu problema com essa política : ela desafia em alguma coisa a austeridade estabelecida ?

O grande problema no Brasil é que ninguém pode ser feliz. Pra fazer política para pessoas trans é preciso deixar de fazer política para um outro grupo minoritário, é muito claro que a principal função disso é criar divisão entre as lutas da classe trabalhadora.

Não, caro trotskista que não assume que lê Trotsky como  um liberal, falar de pautas negras, lgbtqia+, feministas, etc, não é tirar foco da classe trabalhadora. Muito pelo contrário, é lembrar que a gente também é tudo isso e que não basta fazer uma política que dê pão, sem nos dar o queijo, a mortadela, a casa e o nosso café. E tem mais, a gente quer trabalhar menos mesmo, não é só para descansar para voltar ao trabalho, a gente quer trabalhar menos é para fazer farra mesmo e para ser feliz.

O que Érika ir na SPFW e Érika gastar a voz dela respondendo reacionário corno vai fazer para a gente fazer algo nessa direção ? Isso é assunto agora e depois ? O que isso vai garantir que o teto de gastos não feche meu ambulatório trans ou impeça que a gente expanda a saúde trans em todo Brasil ?

Me incomoda a grande disputa ser ela poder ir na SPFW. É a mesma coisa que reclamar que travesti não tem espaço na bolsa de valores. É uma coisa que eu falo com algumas pessoas com uma certa frequência, o quão conservadora é a política brasileira. Eu tenho muita certeza que tem corno, dentro do próprio PSOL mesmo, que é considerado um partido de esquerda libertário, que defende um socialismo democrático, vai ter gente dizendo que isso é ruim, que ela não deveria ir, que isso, que aquilo. E não ache que a esquerda radical tá longe disso, o que não falta é gente dizendo que a gente não deve ser “identitário” e não consegue apontar o desvio liberal que é esse tipo de militância.

O problema não é ela ir na SPFW, problema que eu vejo é isso ser a grande disputa política. Para você ver como é difícil discutir política trans no Brasil. Você tem uns desvios liberais, e até reacionários no seio da população trans, a esquerda brasileira é muito desorganizada e muito liberal para saber fazer uma boa crítica à essa postura.

Fora que acompanhando ela melhor, observando o que ela fala e tal, soa radical, porque a sociedade brasileira é tão reacionária, que mesmo Érika claramente sendo liberal conservadora (não é porque você defende política pública que você é de esquerda, me perdoe), fazendo propaganda com marca, indo em evento de filantropia de conglomerado financeiro, isso ainda é mais radical que qualquer coisa que a política brasileira defenda.
 
É aquela coisa, Henry Kissinger, John Dewey e até o Rossevelt, que são figuras de direita, no Brasil podem ser chamados de esquerda, porque no Brasil ser de direita é imitar nazista.

O que é mais assim, cansativo, para dizer no mínimo, como uma pessoa trans, é ter que ficar lidando com conversinha mole de empreender, empoderar, e essas merda que liberal inventa, quando você precisa do mínimo. Comida, roupa, emprego, moradia, etc. Gente, e pessoas próximas que talvez leiam esse texto, eu só tenho onde morar e comer porque eu tenho uma família. Eu posso ficar em casa estudando porque eu tenho uma família, senão eu tava na rua, tendo que me prostituir como todo mundo. Se eu perco isso, eu vou precisar fazer isso para sobreviver, se para quem é cis, tá uma merda arranjar um emprego clt comum, para uma pessoa trans é horrível, quase impossível.

O que os movimentos trans e poderes públicos tem a oferecer ? Um bando de movimento liberal, corno, que não tem força de fazer um combate para melhorar nossa vida e um poder público que mal consegue fazer o mínimo e esperando para entortar para a direita.

Quando eu vejo uma travesti na rua e tal, eu entendo perfeitamente a merda que é. A esquerda (especialmente esses liberais) tem muito discurso bonito para a população trans, não ajuda a gente resolver nada, cria um bando de moleque de classe média pautando o debate da forma mais burra possível; enquanto a direita compra o nosso corpo e assassina cada uma de nós.

O que fica mesmo é o show. Os conservadores falando merda, a esquerda liberal falando merda, a esquerda radical sem saber o que falar, a população trans continua se fodendo e Érika Hilton brilha nas passarelas. Esse é um exemplo, de como essa “era Lula III”, não rompe em nada com a política semiotica que o governo Bolsonaro inaugurou no Brasil como um paradigma.

Basta ver o papel do ministério dos direitos humanos, da igualdade racial e das mulheres, etc, o governo escolheu claramente gente famosa para “mostrar” que se preocupa com essas pautas, enquanto o orçamento desses ministérios é o menor de todo o governo e quem realmente pauta o governo, continua sendo o agro e o rentismo da Faria Lima.

É uma coisa tão na cara, tão marketing barato de relações públicas, que eu não vejo ninguém comentar nesses termos, mostrando o enfeite que é a atuação desses ministérios. O medo de perder logo toda a esperança supera o que acontece na realidade, não é mesmo ?

Eu duvido muito que alguém vá criticar Érika Hilton como eu fiz nesse texto. Aí eu te pergunto, é culpa minha a política brasileira ainda apostar tanto na burrice e na falta de povo ?

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28 novembro 2023

report 016

Se eu fosse ficar considerando view, nada disso existiria.

Deu uma caída violenta, eu acho que é também a quantidade de postagens, mesma coisa em relação às músicas.

Eu acho que isso é o mais longe que dá para ir sem mostrar o rosto, sem ter contato em nenhum lugar. Não é uma meritocracia, caro Watson.

Depois que passar essa semana, quero tentar ver se eu consigo fazer algumas mudanças no blog. Quero ver se consigo fazer ele também no tumblr, entre outros lugares assim.

Nesse meio tempo, eu vi a importância que tem o Instagram, Tik Tok e Kwai, apesar de que assim, eu não vi ainda a relevância do Facebook ainda. O insta tem uma característica muito interessante, assim como o Kwai e o Tik Tok, que é o fato dele localizar muito o conteúdo com o lugar que você está.

Por exemplo, eu fui atrás de sushi aqui onde eu moro, ele começou a me mostrar vários lugares daqui. Ou seja, uma estratégia local, pensando em engajar pessoas próximas, é também uma tática efetiva.

Isso explica o Luva de pedreiro de um lado e explica o Ian Neves do outro. Ambos têm um conteúdo localizado para onde moram, esse é com certeza um dos fatores do sucesso deles. Eu tenho muita impressão que a rede social quer muito um estereótipo, literal, uma personagem carismática para aparecer na tela.

Ou seja, estar online, principalmente se a gente começa considerar vídeo e a imagem, tudo é uma performance. Só que é muito o teatro do Birdman (do filme), não pode ser fantástico, precisa ser realista e por isso o sangue no palco foi tão importante para que a peça dele fosse parar no jornal.

Enfim, vou pensar melhor a minha tática, é como eu disse, a parte da divulgação ainda não estava fechada (se eu disse nem lembro mais, tô sem café). Acho que depender de Discord e tal, sem ter a minha pequena seita não é de muito valor, fora que eu tô esperando que as pessoas leiam coisas. Aí não dá né.

Ontem eu tive uma amostra do que seria eu medicada, tava muito cansada e até consegui interagir com as pessoas sabe. É isso assim, é um jogo, se eu quero mudar a minha vida, vou ter que jogar…

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25 novembro 2023

ᴼ ᵗᵉˢᵗᵉ ᵈᵉ ᵖˢⁱᶜᵒᵖᵃᵗᵃ ᵉ ᵃ ᵃᵐⁱᶻᵃᵈᵉ

escrito em 17 de setembro de 2021


Em Goiânia, aconteceu um homicídio estranho. Jovens com mais ou menos a minha idade, convidaram uma amiga para sair e para testar se eram psicopatas, mataram a amiga. Uma das cúmplices, uma mulher trans chamada Freya, mandou uma mensagem dizendo que amava a vítima para a mãe dela, de 35 anos, solteira.

Já vi algumas pessoas comentando que houve uma romantização da psicopatia. Talvez não seja isso, por um motivo bem simples: esses jovens não sabiam nem quem eram e muito menos o que era psicopatia.

Se havia necessidade de testar para descobrir, eles de fato sabiam quem eram?

Estou para dizer que também nem se trata de um caso isolado, essa dificuldade de se saber quem é e de compreender que existem outras pessoas no mundo já é algo comum.

Primeiro vamos começar pela própria amizade. Pelo que se sabe, os amigos eram otakus, provavelmente gostavam de alguma série em comum ou estilo musical. A mãe da menina morta revela uma coisa muito interessante, a filha estava muito feliz pelo convite dos amigos. Mas esses mesmos amigos não hesitaram em nenhum momento em matá-la.

Isso mostra que essa amizade talvez não fosse recíproca. Os gostos poderiam até ser os mesmos, mas a relação se resumiria a isso.

Ou seja, estamos falando de uma relação que não era uma relação, porém era uma associação. Poderiam ser amigos, por assim dizer, apenas por terem gostos parecidos e nada além disso. Não havia afeto.

Talvez jogassem os mesmos jogos online, escutassem a mesma música, assistissem à mesma série, mas não havia nenhuma conexão emocional.

A questão aqui é notar que cada vez mais as nossas relações se resumem a esses tipos de associações. As redes sociais, quando nos sugerem amigos, não raro, trabalham usando essa lógica da associação e nós transportamos essa lógica para o seio da nossa sociedade.

A foto de uma das cúmplices é significativa: 'no pain, no gain' na camisa. Esse é o lema da sociedade da performance que busca nos transformar em máquinas de produção. Trabalhamos, trabalhamos e trabalhamos, e as nossas relações são meras associações.

Não é difícil entender a hipótese dos assassinos sobre eles mesmos: Nada do que eles fazem importa e não sentem nada por quem se associam. Antes que alguém me acuse de defendê-los, o que estou dizendo é que essa dúvida sobre ser psicopata e não ter ideia de quem de fato é, trata-se de uma condição da nossa época.

A questão é que existem várias pessoas por aí que são da mesma forma que os três assassinos. Eles não são necessariamente psicopatas, mas sim pessoas imersas em um mundo menos humano e mais maquinal. As nossas relações não têm mais nenhum sentido, porque não há mais o texto, a semântica. A semiótica venceu.

Qualquer dia desses um vizinho seu, um amigo, um namorado e etc, vai querer tentar sufocar você para saber se ele está vivo e se você aí existe. Já que nós perdemos nossa capacidade de viver no mundo e sentirmos alguma coisa.

A mãe da vítima parecia ter uma boa relação com a filha. O que explica a confiança da vítima com os amigos. Ela nasceu diante de um mundo de solidariedade e imunização materna. Um mundo onde há amizades com afeto.

Por isso que a vítima foi tão feliz sair com os amigos comer alguma coisa. Ela jamais imaginaria que do outro lado, estavam pessoas que não sentiam absolutamente nada.

O alerta não é para que nós deixemos de fazer amigos - mas que a gente fique atento em relação às pessoas que não são nada, não sentem nada, não sabem quem são. Estas são muito mais perigosas que qualquer psicopata.

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21 novembro 2023

ᵀᵉˢᵉˢ ˢᵒᵇʳᵉ ᵃ ᵖᵃᵘᵗᵃ ⁿᵒ ᵈᵉᵇᵃᵗᵉ ᵖúᵇˡⁱᶜᵒ

Fiquei com vontade de fazer igual Marx com as teses de Feuerbach. Fiquem com as minhas teses sobre a pauta.

1- Existe um consumo de nicho na internet, alguns nichos são maiores principalmente por questões econômicas. Há mais investimento, há mais público, é mais acessível (fácil de entender, de encontrar gente que participa da comunidade, etc).


2- Ou seja, existem nichos que nunca vão se alcançar por mais que você tente. Tem a questão de investimento e tal, mas também podemos dizer que todo nicho tem uma curva de aprendizado. O que você precisa para entrar no nicho dos conteúdos de filosofia é ter alguma iniciação em filosofia, da mesma forma, para entrar no nicho de maquiagem você precisa ter algum conhecimento de maquiagem/moda. A educação no capitalismo em grande parte tem muito uma função de facilitar o consumo de produtos imateriais (arte, livro, filmes, etc). Ela não serve para um projeto de educação iluminista libertador.


3- Até que ponto responder uma pauta feita pelo nicho maior é não ser pautado ? Ou pior, qual é a função da resposta ? O nicho menor dificilmente vai conseguir superar o nicho maior, a função da resposta em grande parte é solidificar o nicho menor, mas conquistar alguns quadros.


4- O problema da comunicação contra-hegemônica é a sua falta de organização. E aqui não estou falando de pequenas discordâncias, estou falando que muitas vezes não existe um editorial, uma posição clara, muito menos uma produção de conteúdo mais profissional. Tudo é feito de forma mais individualizada (por mais que se tentem fazer coletivos aqui e ali, a organização ainda falha em concentrar tarefas em poucas pessoas) e em grande parte, isso facilita muito você desacreditar fulano, ciclano e etc. Criar situações de que se “apanha” mesmo que nenhum debate tenha sido feito.


5- É muito fácil criar uma cosmologia no nicho porque os valores sobrepõem a compreensão do público sobre o mundo. Todo nicho bem estruturado possui uma noção sobre o que é o céu, a terra, opiniões sobre X, Y, Z, ou que pelo menos estabelece a ligação com algum nicho maior.


6-  Há uma necessidade do nicho tratar todo mundo fora do nicho como tonto e quem está dentro do nicho como especial. A questão é identificar qual é o apelo, o que faz o seu público se sentir bem consumindo o seu texto.


7- É interessante o quanto que a sociedade deixou de ser guiada pela igreja, centralizada, localizada, concentradora de poder, para se tornar uma sociedade de pequenos cultos com profetas por toda parte.


8- Uma contradição enorme, principalmente, em quem se diz um divulgador da ciência ou de trazer alguma visão crítica é essa ideia de não querer formar uma igreja/seita. Mas note, assim como disse na tese 6, isso é só uma forma de fazer seu público se sentir bem ao consumir o seu conteúdo. “Os outros lá fora, são gado” - todo mundo de uma forma geral faz isso.


9- Me incomoda muito essa aversão à fazer trabalho de base com mais permanência de alguns movimentos. Quando digo permanência, falo sobre ocupar espaço, fazer políticas que durem mais tempo, isso tanto dentro da institucionalidade, como fora dela.


10- Que foi ? Estava esperando quantas teses ?


11- Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo. Marx


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20 novembro 2023

ᴼ ᵈᵉᵇᵃᵗᵉ ᵈᵃ ˢᵘᵖᵉʳᶠíᶜⁱᵉ

CONTEXTO - Isso é uma postagem que eu fiz no Facebook no dia 14 de abril desse ano de 2023. Mudei umas coisas, adcionei algumas notas e corrigi alguns erros. As notas novas vão estar em verde. Desculpa qualquer caps lock, eu estava com raiva. E sim, eu escrevo com ódio no coração muitas vezes. É foda, porque olhando assim hoje, eu vejo o quanto eu tava só precisando de uma ajuda e ninguém não teve nem a pachorra de vir me perguntar se eu tava me sentindo bem. Empatia não é uma rua de vias aparentemente, não é mesmo ?

Pode ser a velhice chegando aos 26 anos, mas sério gente, tá foda a burrice. Aqui em Salvador tem violência, sim - mas não é a faixa de Gaza (até porque Portugal foi embora, e a violência de lá e cá, funcionam de formas diferentes) que tentam vender. É tão óbvio que:

1) o crime organizado TEM LAÇOS COM AS ELITES (o cara que manda no tráfico é rico, você precisa pensar isso com um negócio. Logo, o traficante mor é um burguês e para manter seu poder, é muito óbvio a ligação dele com o Estado. Ou seja, a própria ordem burguesa facilita a vida do crime organizado), senão não crescia, não ganhava espaço;
2) tem um populismo policialesco para candidatos da direita vencerem;(o discurso deles é claramente racista, claramente fala sobre a moral dos homens, não trata o problema como material e possível de se resolver)

Aí me vêm esses ataques em escolas, que basicamente são fruto de FALTA DE MONITORAMENTO E NEGLIGÊNCIA. A polícia só trabalha como bombeira, espera dar merda para aparecer, quando deveria fazer essas investigações de prevenção do crime (sabe daquelas que só rolam em filme).(um de vocês inclusive me apontou uma coisa que esqueci de apontar : é preciso também entender o fenômeno como algo fabricado, ele não se trata de um fenômeno social que acontece do nada, ele é incentivado. Ou seja, é preciso combater quem incentiva e apagar os focos que naturalizam esse tipo de coisa)

Pior é essa esquerda, isso eu meto bronca em quem se diz anarco, marxista-leninista, trotskista ou social-democrata, que fica se pautando em debates burros da direita. Gente, fofoca do BBB, corpo sei lá de quem, se Cuba faz isso ou aquilo, se a URSS tinha melão ou não, isso não importa. Quero saber de emprego, trabalho, dá para pautar algum debate uma vez na vida? (recomendo sr. Jones Manoel aqui)

E essas conversas sobre trans completamente desinformadas que rolam por aí, hein? Puta merda, por isso eu só apoio o dia que o movimento trans parar de ter paciência e só conversar com quem está disposto a aprender (isso aqui é mais uma falta de paciência e cansaço mesmo de o tempo todo ser negada o tempo todo de fazer tudo e ainda ter que agradar CIS/hétero (às vezes até umas gay por aí)  com má vontade de ouvir o que a gente tem a dizer)Porque é muita ignorância. É tão fácil relacionar a transfobia como uma política que engaja todo mundo. É mais fácil convencer as pessoas a fazerem qualquer merda se for contra trans, isso é literalmente o plano, porque ninguém gosta de trans, nem você desconstruído de merda.(sim, estou olhando pro liberal que acha que usar esmalte mata a transfobia e o machismo)

Aí a gente entende Bolsonaro, a inabilidade de atuação da esquerda, em especial do PT que era o mais capaz de reagir de forma mais contundente.(por falta de organização, falta de trabalho teórico, falta de ação política, falta de mobilização)

Eu realmente tenho muitas dúvidas muito em relação à utilidade da internet, principalmente quando se trata de um acesso difuso, guiado por algoritmos corporativos, sem um objetivo específico de uso. Se a gente entra aqui para "trocar ideia" e a média das opiniões é um bando de conhecimento malformado, com pessoas que só querem ganhar no jogo de argumentar, eu sinceramente preferiria que a internet nem existisse.(isso eu não falo aqui explicitamente, minha crítica é em relação ao uso "optimal" da linguagem, isto é, você trata a língua como um jogo e assim como num jogo, seu único objetivo é vencer - toda parte da comunicação, da ludicidade, do criativo, do afetivo, se esvai e toma lugar um tipo de comunicação que só está preocupada em vencer o jogo daquela comunicação. Outro ponto que eu trago, é a questão pedagógica, todo mundo pode redescobrir todo conhecimento que existe, porém isso vai ser um trabalho desoriententado e vai bater em muitas teses erradas por muito tempo, que foi o que aconteceu com a ciência por muito tempo. Você precisa entender o processo histórico das descobertas científicas, nós só conseguimos avançar muito porque passamos a subir nos ombros dos gigantes. Dando um exemplo muito básico, só foi possível descobrir a multiplicação, porque alguém aprendeu a soma antes. Uma coisa ajuda a gente enxergar outra e por aí vai. Por isso nós precisamos de professores)

"Ah, mas a educação", gente, hoje se a gente pudesse oferecer tudo que a gente produz (isto é, se a gente tivesse capacidade transmitir todo conhecimento que a gente tem), a gente estaria produzindo lixo (é uma palavra forte, mas presta atenção no que vem depois). Educação sem um projeto político de sociedade vira um idealismo maluco, não dialoga com a realidade, e fica só nessa de inventar método isso, aquilo. Paulo Freire sofre disso sem o socialismo que ele defendeu quando escreveu a Pedagogia do Oprimido.(o que eu estou dizendo ? Se a gente não tem o nosso projeto político, nós copiamos o dos outros sem uma crítica. O mesmo erro do PCB da década de 60 em acreditar numa burguesia nacional, Freire comete aqui, quando vai defender um democratismo radical. As burguesias nacionais americanas apoiaram a revolução americana, mesmo os racistas do sul; enquanto no Brasil a nossa elite sempre foi rentista, sempre foi entreguista e escrava dos interesses da burguesia. Basta lembrar que o Brasil, mesmo independente nunca deixou de ser uma colônia da Europa, sempre foi exportadora de produtos primários e hoje isso foi atualizado, com o capital financeiro entrando em tudo que é nosso, sabe qual é a grande novidade ? Grande parte é capital estrangeiro)

Enfim, fica aí o desabafo, eu só me sinto triste, até porque a minha universidade não está fazendo o básico de renovar a carteira de estudante, aí fico sem poder ir e ainda vou sair punida disso. Fora outras questões que se eu fosse expor daria um bom livro.(eu consegui resolver, problema era que o sistema do transporte não aceita nome social internamente. "Ah porque você usa nome social se tem como retificar" - a retificação é um processo traumático, extremamente ineficaz e apesar da lei, você ainda tem muito lugar que não faz por transfobia mesmo. Recomendo sempre que vocês trans façam junto a defensoria pública do Estado de vocês ou sempre com alguma orientação de alguma organização do tipo. Fora que nessa época, eu já tava bem mal com desemprego, mal com universidade me desanimando, etc)

Meu alinhamento político é daqueles que entende que a gente deveria construir um socialismo, mas que o coletivo aqui ainda não consegue sair desse marasmo liberal (toda organização tem um tempo de aprendizado, o que eu estou dizendo, é que a gente não sabe se organizar como esquerda radical no Brasil. A gente ainda imita muito os liberais, os socialistas utópicos, o pior tipo de anarquismo vulgar), aí só me resta me voltar para o anarco-niilismo e sei lá. Ser o abismo que as pessoas precisam olhar para compreender um pouco a si mesmas e o mundo em que vivem.(aí vem a ética do exemplo misturada com o poder o anarquismo-niilista em transformar a negatividade, a depressão, uma situação completamente sem salvação, numa possibilidade de um outro mundo - só que eu oscilo entre o marxismo-leninismo e essa posição, depende geralmente do meu humor)

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16 novembro 2023

report 015

 Voltei com um patch notes. Eu ainda não tive tempo/ânimo de editar o blog, queria melhorar alguns elementos dele e tal.

Então, quero discutir mais outra questão, como eu estou esses dias e tal. De uma maneira geral, venho me sentindo muito mal, tanto que por isso eu decidi cuidar mais da minha saúde mental e tal. Quero fazer tanta coisa e não consigo por isso.


Eu tô considerando me aproximar mais de alguns grupos e tentar sair mais, enquanto me afasto de alguns grupos. Preciso dessa força para conseguir fazer as coisas que eu quero fazer.


Acho que só vou conseguir o que fazer quando tiver com a cabeça mais limpa e assim, pelo que eu tô vendo, me afastar desses debates públicos toscos e trazer coisas mais interessantes, mais importantes, é a melhor coisa que eu posso fazer. Por mim e por quem for ler esse blog.


Esse caráter atemporal é o mais importante acho. Por isso talvez seja importante também criar cópias do site em outros espaços.


Quando a gente fala em internet, melhor, rede de uma forma ampla, as pessoas não pensam isso de uma forma mais livre. O limite são sempre essas redes digitais mediadas por grandes corporações. O mais importante, no meu ponto de vista, é também criar laços no que os antigos chamam de mundo real.


Eu tenho condições hoje de fazer isso ? Não tenho. E dependendo de como a vida acontecer, nem quero, quero viver e fazer as minhas coisas, como todo mundo. Você é assim, o seu vizinho que não vê jornal também é assim. Mas gente, a condição política não permite paz, a gente vai precisar se organizar.


Se isso vai virar algo grande algum dia, eu não sei, não tenho expectativa nisso. O que eu quero é mais deixar uma contribuição, essa é a função central do blog.


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15 novembro 2023

ᴹᵒʳᵃᵈᵒʳ ᵈᵉ ʳᵘᵃ ⁿᵉᵍʳᵒ ᵉ ᴷᵘʳᵗ ᶜᵒᵇᵃⁱⁿ

Hoje eu acordei muito anti-iluminista.

Esse vídeo abaixo mostra a reação das pessoas à morte de Cobain, a que mais me chamou atenção e a que eu mais me identifiquei, é a reação de um morador de rua que disse que gostava da música do Nirvana.


Enquanto todo mundo meio que falava cinicamente sobre o quanto ele não era igual John Lennon, ou o quanto os jovens gostavam dele, ali estava um homem negro que vivia como pedinte decepcionado.

Por que decepcionado ? Talvez melhor do que ninguém, ele entendia a mensagem das músicas de Cobain e de certa forma, o sucesso ali era um tanto uma inspiração, uma felicidade por uma outra pessoa fodida ter conseguido conquistar alguma coisa.

Talvez pior, ele como morador de rua deve ter conhecido tantos outros Cobain que morreram sem nunca ter chegado lá, às vezes de frio, de fome, por dívidas com o tráfico ou com a repressão policial, mesmo por overdose.

Não é nem que ele queria estar lá, mas que ele queria ver o outro bem. O ídolo pop tem papel ideológico muito claro : eles incorporam o mito da genialidade, da insistência, do trabalho duro que um dia vai ser reconhecido.

Por mais radical que Kurt fosse, ele foi assimilado. Sua mensagem adestrada, o seu estilo de se vestir virou uma moda. É louco o papel que o ídolo tem, de mudar o comportamento e fazer as pessoas mudarem. Ou melhor, a capacidade que eles têm de servirem como um horizonte dentro do capitalismo.

Uma outra leitura para o fim das das grandes narrativas, não é que deixamos de sonhar ou de fazer leituras amplas sobre o mundo, mas que a gente agora se concentra nessas figuras assim. Nosso horizonte quem faz são as celebridades, por isso elas ganharam mais importância que projetos políticos amplos e coletivos.

As pessoas enxergam essas pessoas como projetos de vida. O futuro está nas mãos de uma Beyoncé, de uma Madona, do Metallica, etc. Existe muito isso, olhar a celebridade como exemplo máximo e quando ela faz algo considerado ruim, ou errado, ela ser condenada.

Não é uma pessoa errando. É um projeto de vida que se fechou, um amanhã que deixou de existir. Por isso, o morador de rua olha para Kurt, não de forma cínica e fica comparando fulano com isso, aquilo, mas de forma mesmo melancólica.

O fim da vida de Cobain foi um horizonte que se fechou para ele próprio, as pessoas fantasiam, torcem, acreditam nas celebridades como se elas tivessem vivendo a vida delas.

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11 novembro 2023

ᴼˢ ⁱⁿᶜᵒᵐᵘⁿⁱᶜáᵛᵉⁱˢ ⁻ ᵒᵘ ᵘᵐᵃ ᶜʳíᵗⁱᶜᵃ ᵃᵒ ᶜᵒⁿᶜᵉⁱᵗᵒ ᵈᵉ ᵇᵒˡʰᵃ

Furar a bolha - Tá aí uma coisa impossível de se fazer. É impossível discutir se o seu discurso não chega do outro lado, se não há pelo menos alguma consideração com o que você fala. Uma conversa sempre precisa de um duplo, é dialética básica.

A mídia de massa é um fenômeno do século passado, hoje nós vivemos num consumo individualizado, solitário, nichado. Antes era bem possível que círculos sociais mais variados se formassem, vivíamos juntos, ouvíamos música juntos, víamos TV na sala, até o ato de comprar era coletivo. Nós nos isolamos, no trabalho e na forma de viver a vida, o consumo passou a ganhar um espaço central na formação da nossa identidade.

Essa mudança no consumo (e o próprio trabalho), criou um tipo de subjetividade radicalmente solitária e às vezes as pessoas não têm muito a capacidade de entender isso. Não é só que a gente tem um consumo diferente, se trata de um conjunto de valores, sentidos, produtos, moral, ética, uma língua tão distantes entre si, que é praticamente impossível que haja alguma comunicação.

Não é que o bolsonarista, em primeiro lugar, vá querer te ouvir, pior, ele é tão distante de você, que é impossível que haja uma comunicação. É como se cada grupo social fosse uma raça alienígena diferente uma da outra.

Falo de alienígenas, porque eu estou pressupondo uma ontologia, uma história, uma filosofia, uma dezena de ideias, artes, etc.

Por isso que eu não gosto muito desse conceito de bolha. É uma compreensão que dá a entender que é possível que a gente escape disso, simplesmente, tentando. Não, você não vai entrar no meio de um grupo de fãs de kpop e vai mostrar para elas lowercase music, elas não vão te entender e você muito menos vai entender o kpop (“ah mas eu gosto de kpop e lowercase music”, a ideia é você entender que existem nichos diferentes e parabéns, você é uma exceção).

Entende que em primeiro lugar, precisa ter alguma comunicação ? Isso é o mais importante e em grande parte, isso não acontece. As pessoas não têm disposição de pegar coisas que elas discordam, por exemplo, ou de discordar em partes, e aqui o pulo do gato - de se pôr numa posição dialética ao outro.

Por exemplo, eu realmente duvido que você ligue para Steve Roden, um dos criadores do lowercase music. Na mesma medida, eu não escuto kpop, eu não sei o quão importante é o BTS. Eu sofro de empatia, eu consigo comparar os dois, consigo compreender as diferenças, os apelos de cada artista.

A maneira que a gente usa da tecnologia, vírgula, a maneira que a gente interage com o mundo à nossa volta e da maneira que a gente se entrega para uma concepção de mundo centrada em nós mesmos, é isso que impede uma conversa. O virtual remove o corpo da equação, eu estar com você faria você estar disposto a ouvir lowercase muito mais do que eu simplesmente te falando que existe e você fã de kpop com certeza me convenceria a dançar alguma coreografia com muito mais facilidade. Quando a gente está junto, nós temos muito em comum, nós estamos existindo.

Mas olha para mim, eu estudo, eu cresci fuçando internet, eu me fiz aqui gente, sei como funciona isso aqui. Sei dos códigos, como se pode manipular eles, eu sei fugir disso em parte (fugir mesmo seria criar uma outra internet).

O que isso quer dizer ? Eu cresci num mundo diferente, fui ter acesso tardio à internet em 2013. Vivi uma parte da minha vida no mundo de antes. Vi a internet mudar também. As mudanças no trabalho, na nossa vida. É possível ter uma perspectiva histórica dessa mudança estudando.

O que eu consigo entender também, até pelo formato da nossa educação, que nem todo mundo tem essa bagagem. Não ter essa bagagem, faz com que as pessoas se afundem em realidades paralelas e não saiam mais.

Veja, um INCEL nunca vai deixar de ser INCEL com bons argumentos, você precisa mudar a vida da pessoa. Ou seja, você precisa estar presente para mostrar coisas diferentes, ou seja, ficar aí respondendo fulano e ciclano, disso aquilo, na verdade não faz tanta diferença assim (principalmente, se o consumo é solitário).

Se a pessoa tem disposição de ouvir ela pode mudar, do contrário, só é possível mudar, mudando a vida material. A disposição diminui muito mais se estamos falando do mundo virtual. Muitas vezes o fulano que mudou foi porque um amigo mostrou determinado conteúdo e por eles terem uma relação mínima de amizade, e eles conversaram sobre e a pessoa mudou de opinião.

Quando a gente fala de uma sociedade, só mudando o nosso modo de produzir a vida. Enquanto existir capitalismo, a internet vai ser sempre uma ferramenta de criar realidades paralelas.

Note o seguinte : os evangélicos têm um projeto de poder. Eles têm emissoras de TV e rádio, uma penca de mídia digital, se esse aparato sozinho conseguisse convencer alguém, não seria melhor abandonar a estrutura material ?

Eles não abandonam, justamente porque essa ocupação de espaço é extremamente poderosa. As ideias não têm poder sem poder físico, material. Você tem essa estrutura porque ela tem influência, porque ela é poder político. O que convence uma pessoa que Deus existe não é a ideia abstrata de Deus, é ela mesma acreditar que Deus move a vida dela. Isso significa, você entrar na igreja e ganhar um emprego, seu negócio crescer, você de repente ter com quem contar.

O nicho, ninguém conversa, é preciso voltar a fazer política com o corpo. Estar nos lugares, fazer as coisas. Vejam o exemplo do Galo, o cara é um fudido, pobre, não tem padrão bonitinho da internet, o cara ganhou destaque por estar junto dos motoboy, ele é um motoboy, o que ele fala é importante porque tem correspondência na materialidade e mais importante, porque ele atua no mundo real. Galo existe, você vai achar ele por aí.

Muito bonito a esquerda crescendo na internet, podcast de Lula batendo mais views do que de Bolsonaro, mas quantos comunistas você viu na rua hoje ? Quantos diretórios ? Quantos protestos ? O quanto o engajamento online de um criador grande vira compromisso político mais tarde ?

(Por isso, por outro lado, me incomoda tanto esses “anticomunistas de esquerda”, é evidente que a esquerda brasileira é pequena, por que gastar saliva pisando no mais fraco ? Digo pisando, porque a crítica que fazem é para destruir mesmo.

Mire para cima, assim você acerta o rei.)

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